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MONTE PADRÃO

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O Monte Padrão localizado na Freguesia de Monte Córdova, em Santo Tirso, integra a cadeia montanhosa de Monte Córdova. O sítio engloba um Castro e a Capela de Nosso Senhor do Padrão (1738) com um cruzeiro no seu adro. Estendendo-se desde o topo, a 413 metros de altitude registados por marco geodésico, até à base onde se encontra a capela de Nosso Senhor do Padrão datada do século XVIII, encontra-se o Castro do Monte Padrão, classificado como Monumento Nacional desde 1910. O Castro encontra-se num espaço de clareira com vestígios de um povoado fortificado, do final da Idade do Bronze, edificado ao longo do século IX a. C., e ocupado ainda durante a Idade Média. Daqui avista-se o mar, a bacia do Leça e do Ave, o Monte e Basílica da Senhora da Assunção. Em 1986, a Câmara Municipal deu início a um conjunto de ações com o propósito de promover a protecção, estudo e valorização da estação arqueológica onde de momento se testemunha a regeneração natural do sobreiro. Nas encostas do Monte predomina o eucalipto e o pinheiro, no entanto, na envolvente da capela, sobre os afloramentos graníticos, crescem matos rasteiros. Em 2008, a Câmara Municipal de Santo Tirso inaugurou o Centro Interpretativo de Monte Padrão. Existe um percurso da natureza da Câmara Municipal de Santo Tirso que percorre este sítio: PR 2ST – "Padrão", para o Monte Padrão (com dificuldade média, numa duração de 3 a 4 horas, ligando Capela de St António – Senhor do Padrão – Santa Cristina – Monte Padrão). O sítio é também servido pelo percurso pedestre PR 1ST – Histórico Pré-Industrial, que passa no Carvalhal de Valinhas e liga a outros percursos pedestres.
O maciço designado pelo Monte Córdova ocupa uma privilegiada situação geo – estratégica, pois divide as bacias hidrográficas dos rios Ave e Leça, cujas cabeceiras domina. Deste maciço destaca-se o Monte Padrão, sobranceiro quer ao vale do rio Sanguinhedo, afluente do Ave, quer ao vale do rio Leça. Do alto do Monte, que tem uma altitude de 413 metros, domina-se, visualmente, uma ampla secção do vale do Ave. “Corresponde a um dos relevos mais significativos da vertente Oeste do Monte Córdova, dominando o vale do Rio Sanguinhedo e da Ribeira do Matadouro, ambos afluentes do Rio Ave, na sua margem esquerda e para Sul dominando a veiga de Refojos pertencente à bacia hidrográfica do Rio Leça. As características topográficas do monte conferem ao povoado excepcionais condições de defesa. Assim, os lados Oeste, Norte e Sul, posuem vertentes acentuadas que descem para o vale. Do lado Este a vertente é mais suave e curta criando uma zona de ligação ao maciço montanhoso de características semi-planálticas.” Nas encostas do monte, como já foi referido, dominam as plantações florestais de eucalipto (Eucalyptus globulus) e pinheiro-bravo (Pinus pinaster). Na envolvente da capela, sob os afloramentos graníticos, desenvolve-se uma comunidade florestal predominantemente perenifólia, de copado denso e cerrado, dominada pelo sobreiro (Quercus suber). Desde o Neolítico que estes bosques são objecto de arroteamento para fins agrícolas, pastoris, caça, fonte de cortiça e combustível. Na maior parte da área potencial, os sobreirais pristinos foram sendo transformados numa estrutura agro-silvo-pastoril, dominada por árvores pouco densas e com o subbosque subordinado ao uso agrícola ou pastagem extensiva, i.e. em montados. No estrato herbáceo, domina o prado sequeiro, com presença de Digitalis purpura, Geum sylvaticum, Carex distachya, Campanula rapunculus, Bellis sylvestris, Leontodon tuberosus, Carex divisa, Hypochaeris radicata, entre outras. No âmbito do projeto do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável ( CRE_PORTO). ”FUTURO:100.000 árvores na AMP”, com inicio em 2011, mais de 5.000 árvores de espécies nativas foram plantadas nesta área pelos Curadores, Embaixadores e Amigos da Floresta que se associam a esta iniciativa, que tem como objetivo principal aumentar e melhorar a qualidade da floresta autóctone nesta região. Criar e enriquecer bosques, através da plantação de árvores espontâneas de Portugal, sensibilizar, (in)formar e despertar os cidadãos para a importância da nossa floresta é a meta a atingir até 2015. Escolas, associações, empresas, organizações, entidades promovem a floresta, colaborando na sua manutenção.
Capela de Nosso Senhor do Padrão): “A capela foi construída no segundo quartel do século XVIII, tendo sido consagrada em 1738. Apresenta uma planta rectangular de desenvolvimento longitudinal de um só corpo, com galilé e sacristia adossada à sua fachada Norte. O elemento arquitectónico mais relevante é constituído pela galilé que é contemporânea da capela. À direita da porta sobressai um púlpito de granito assente numa base moldurada. No interior, o retábulo de telha policromada e dourada integra-se no estilo joanino.” No altar da capela existe uma pequena imagem de Cristo crucificado que integra actualmente a representação do calvário – Cruzeiro de dupla face, Senhor Jesus do Padrão. “A cruz, de tipologia latina, possuí uma base rematada por uma moldura em três das suas quatro faces, a partir do qual se desenvolve em espigão de perfil troco-cónico que serviria de encaixe na base de um cruzeiro ou pilar. Numa das faces conserva uma imagem em relevo, pintada, de carácter naif, de estilo românico. A outra face revela outra imagem, também em relevo, de menor dimensão que a primeira, igualmente de Cristo da cruz, mas esta muito mais desproporcionada, sem cuidado de promenor, não se distinguindo os mais elementares traços fisionómicos. (CARNEIRO; GOMES; AMORIM; REAL 2004, 36, n.º 42” Castro do Monte Padrão: Classificado Monumento Nacional (MN), pelo Decreto Lei 16-6-1910, DG 136, de 23-6-1910; 38 491, DG 230, de 06-11-1951. O Castro “encontra-se implantado na área limite das bacias hidrográficas dos rios Ave e Leça, integrando a face Norte a rede de drenagem do Ave, e a face Sul a do Rio Leça, encontrando-se sobranceiro ao vale do rio Sanguinhedo e ribeira do Matadouro, ambos afluentes do rio Ave, na sua margem esquerda. Para Sul, desenvolvem-se as veigas de Refojos e Agrela que integram a bacia hidrográfica do rio Leça.” “Edificado ao longo do século IX a. C., este povoado fortificado, localizado num esporão sobranceiro ao Rio Sanguinhedo, foi de igual modo ocupado durante a Antiguidade e a Idade Média. Das primitivas três linhas de muralhas – construídas com silhares assentes em seco, em aparelho poligonal, constituídas por dois paramentos preenchidos com pedra miúda -, e que defendiam este povoado, são apenas visíveis actualmente vestígios do troço poente constitutivo da primeira. É na plataforma central deste povoado que se encontram algumas edificações de planta predominantemente circular, que atestam a sobreposição ocupacional ao longo dos séculos registada neste sítio. Esta sucessão pode ser igual modo confirmada pela presença de uma construção quadrangular, que parece centralizar-se num pátio lajeado, com pórtico envolvendo três dos seus alçados, e à volta do qual se desenvolveriam diversos compartimentos, e que, ao que tudo parece indicar, reportar-se-á ao período da presença romana. Da ocupação medieva deste povoado fortificado, regista-se a presença, numa plataforma a sul do referido complexo construtivo romano, de um templo alti-medieval consagrado a S. Rosendo, sobre o qual se ergueu uma edificação baixo-medieval, eventualmente contemporânea de uma necrópole de inumação composta por sepulcros sub-rectangulares delineados com lajes graníticas.” Diferentes períodos de ocupação do território, representados no Castro do Monte Padrão: “Idade do Bronze | A mais antiga ocupação registada no Monte Padrão reporta-se ao Bronze Final, período cronológico a que, genericamente, corresponde o período de formação da “ cultura castreja “. Os vaso_bronze testemunhos que nos revelam a ocupação do povoado neste período consistem num conjunto de cerâmicas datáveis do séc. IX/VII a.C., e nalguns instrumentos líticos, nomeadamente mós de cela, machados de pedra polida e lâminas de sílex. Dos materiais cerâmicos, predominam as taças carenadas, potes de armazenamento de perfis diferenciados, e em menor número, vasos troncocónicos. Devido à exiguidade da área intervencionada, não é ainda possível definir com clareza a área de ocupação da estação para esta época. As cerâmicas com decoração bouquique, tipo Cogotas I, recolhidas abundantemente testemunham, já durante este período, contactos com a área central da península, designadamente a actual Estremadura espanhola. Idade do Ferro | É durante este período que o castro de Monte Padrão assume maior expressão espacial. Embora actualmente seja apenas visível a face nascente da 1ª linha de muralhas, que circunda e delimita a plataforma superior, as plataformas e taludes existentes denunciam a existência de mais duas linhas de muralhas. Recentes intervenções arqueológicas efectuadas na plataforma superior, a Norte do complexo romano, puseram a descoberto um complexo conjunto de estruturas de habitações de planta circular que evidenciam diferentes fases construtivas do povoado. A importância da ocupação proto-histórica é atestada pela grande diversidade e abundância de espólio cerâmico, mas também pela existência de vestígios que denotam a prática da actividade de ourivesaria e metalurgia. A grande quantidade de cossoiros, revela-nos a importância que a actividade têxtil, indiciando uma grande apetência pela prática agro-pastoril, a qual parece prolongar-se pelo período romano. Neste período o castro de Monte Padrão integraria um vasto território definido pela serra da Agrela a Oeste, o rio Ave a Norte e o rio Leça e a serra de Valongo a Sul a que corresponderia a unidade gentílicia dos Fiduenae, cujo povoado nuclear seria a Citânia de Sanfins – Paços de Ferreira. Romanização | Da ocupação romana são conhecidos vários edifícios que ocupam parcialmente a plataforma superior. O primeiro, localizado a poente, de que se conhece a planta na integra, corresponde à área residencial do complexo Norte e designa-se por – “ Domus “. Possui planta quadrangular, com pátio central lajeado, à volta do qual se desenvolvem vários compartimentos. Anexo ao corpo principal do edifício, no lado Norte, existe um pequeno conjunto de compartimentos de planta irregular que possivelmente correspondem a uma área de serviços cuja cronologia será posterior à primeira construção. A poucos metros a Sudoeste, localiza-se outro edifício, de maiores dimensões que o anterior, de planta rectangular, com alguns pavimentos lajeados e caleiras de escoamento, cuja configuração nos permite admitir que a sua função tenha sido diversificada, claramente ligada à actividade agro-pastoril. Da escavação efectuada nos anos cinquenta, resultou um numeroso espólio, cuja análise nos sugere uma longa ocupação dos dois edifícios, entre os séculos I e IV. Os outros dois edifícios localizam-se respectivamente na face Este e Sul da plataforma superior e encontram-se em fase de escavação.Em época romana o castro de Monte Padrão, implantado sobre a via romana secundária que ligava o Porto (Cale) à via de ligação de Braga (Bracara Augusta) a Mérida, em S. João da Ponte, Guimarães, passando por S. Martinho do Campo, onde se conserva uma ponte sobre o rio Vizela, terá conhecido uma amplo desenvolvimento que actualmente é visível devido à grande amplitude espacial  da área ocupada pelos vestígios deste período. Idade Média | A ocupação medieval da estação localiza-se na plataforma superior, a Sul do complexo romano. O primeiro momento de ocupação deste período corresponde a um templo Alto-Medieval (séc. XI – placa_esmaltadaXII) a que se sobrepôs um edifício de cronologia relativamente tardia, contemporâneo de uma extensa e numerosa necrópole medieval que corresponderá à igreja paroquial e ao mosteiro de Monte Córdova. Do numeroso espólio exumado, destaca-se um conjunto de peças metálicas, um tesouro de moedas e ainda um abundante espólio cerâmico, possuindo alguns exemplares decorações figurativas e fitomórficas. Os vestígios medievais correspondem, provavelmente, ao mosteiro mandado edificar alguns anos antes do nascimento de S. Rosendo e que funcionou como Priorado dependente do Mosteiro de Celanova (Orense, Galiza) até ao séc. XVI. D. Manuel I nomeou um comendatário para administrar os bens do mosteiro, extinguindo-se no final do séc. XVI a ligação aos beneditinos de Celanova. A igreja paroquial terá sido trasladada, segundo nos relata Frei Leão de S. Tomás, no início do séc. XVII.” Os trabalhos arqueológicos no Castro iniciaram-se em 1950/1956, onde se procedeu à escavação arqueológica sob orientação de Carlos Faya Santarém, seguindo-se em 1985 escavações sob orientação de Francisco Sande Lemos e em 1990/1993 sob orientação de Álvaro Moreira.
A3 saída para N104 em direção a Santo Tirso. N105 em direção a Monte Córdova. Equipamentos Centro Interpretativo: “Este projecto tem como objectivo a estruturação de um programa com aptidões para o apoio sustentável às actividades relacionadas com o Castro do Monte Padrão, seja o desenvolvimento disciplinar da Arqueologia no âmbito da gestão do recinto de que as ruínas são o núcleo fundamental, seja a divulgação dessa memória arqueológica junto da comunidade; intervenção que será complementada, em etapas distintas mas igualmente preponderantes, pela requalificando do último tramo do percurso de acesso ao castro que é a extensão final de diversos percursos lúdicos constituintes de uma rota de fruição paisagística de toda a envolvente e que culmina junto da capela do Monte Padrão, agora que a via de acesso que serve este edifício foi já intervencionada. Considerando o conteúdo programático do edifício de natureza pedagógica e interpretativa, o seu sector nuclear deverá ser o binómio espacial composto pela sala de serviços educativos - apoiada pelos recentes veículos multimédia - e, em interactividade, pelo espaço destinado à exposição permanente. Os restantes módulos funcionais são, a saber, o apoio administrativo definido pela recepção e documentação informal (áreas de átrio, informação e secretariado), sala de restauro, gabinetes de trabalho, área de recolha de materiais e equipamentos, e ainda os serviços sanitários e vestiários, a que deverá juntar-se a área para a colocação das infra-estruturas técnicas do edifício. Uma sala polivalente introduzida no programa, modulada criteriosamente e com uma área útil equilibrada, permitirá que o edifício, se tal se vier a justificar no futuro, possa “crescer” a partir de dentro sem que se torne necessário aditar novas volumetrias, podendo a alteração ser feita sem prejuízo da qualidade espacial e formal do mesmo e com custos mínimos, aumentando-se, assim, a sua longevidade operacional.”



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