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ENCOSTA DO CASTELO

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A Encosta do Castelo compreende as áreas envolventes ao Castelo de Santa Maria da Feira e ao Rio Cáster na zona Sul da cidade. O Castelo encontra-se numa colina, a cerca de 180 metros de altitude, surgindo no meio de densa mancha arbórea. Está classificado como Monumento Nacional desde 1940. È considerado uma das mais notáveis estruturas da arquitetura militar portuguesa pela representatividade dos recursos defensivos correspondentes ao período compreendido entre os séculos XI e XVI. A entrada no Castelo faz-se pela chamada porta da vila que, por sua vez, leva à praça de armas circundada por um caminho da ronda e um conjunto de ameias. O Castelo é uma referência na história e, na paisagem da chamada Terra de Santa Maria devido à sua localização e ao seu conjunto de torres, avistado de diferentes pontos. Encostada à muralha, encontra-se a igreja do castelo de planta hexagonal. A Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira, criada em 1909, promoveu um projecto com a colaboração de várias instituições de defesa do património tendo criado um Centro de Documentação e pretende assumir-se como um centro para actividades culturais. (www.castelodafeira.com). Do Castelo em direcção às margens do Cáster, surgem a Quinta do Castelo, a Mata das Guimbras, jardins municipais, a Igreja Matriz e Convento dos Lóios, o Largo de Camões e o Rossio. Todos estes espaços são hoje palco de uma diversidade de actividades dirigida a uma variedade de públicos, desde a Festa das Fogaceiras (feriado municipal de 20 de Janeiro) ao Festival Internacional de Teatro de Rua. A Quinta do Castelo é uma quinta de recreio, projecto da Companhia Hortícola do Porto, que ainda hoje apresenta um notável conjunto de árvores. A gruta e o lago são dos elementos de maior distinção deste lugar. Actualmente tem instalado um infantário e é Propriedade da Segurança Social sendo que a Câmara Municipal tem vindo a realizar aqui actividades. Na meia encosta, encontra-se uma mata densa, - as Guimbras -, com diversas espécies vegetais entre elas: Sobreiros [Quercus suber], Carvalhos-alvarinho [Quercus robur], Castanheiros [Castanea sativa], Plátanos-bastardo [Acer pseudoplatanus], Freixos [Fraxinus angustifolia], Pinheiros-de-Alepo [Pinus halepensis], Cedrus sp., Eucaliptos [Eucalyptus globulus],] e infestantes como a Acacia melanoxylon e a Tradescantia). É possível percorrer a mata através da sua rede caminhos que ligam diferentes patamares, contidos por muros de pedra, e encontrar diferentes locais de estadia. A Rua Dr. Roberto Vaz Oliveira, arborizada com Castanheiros-da-Índia (Aesculus hippocastanum), conduz ao conjunto constituído pela Igreja e Convento dos Lóios com a sua escadaria monumental que está em vias de classificação. O convento foi fundado no século XV pelos Cónegos Seculares de São João Evangelista, também conhecidos por Lóios ou Cónegos Azuis e, depois da extinção das Ordens religiosas em 1834, o Convento passou para Câmara Municipal, que nele instalou repartições administrativas. Actualmente acolhe o Museu Convento dos Lóios, um “(…) espaço dedicado à História do concelho e da região, tendo a missão de promover e divulgar as tradições e a cultura, em todas as suas vertentes, identificando as diversas vivências da comunidade, desde os tempos mais remotos até aos nossos dias. A exposição permanente evidenciará núcleos de Arqueologia, História e Etnografia, explicando a origem, evolução e desenvolvimento da Terra de Santa Maria. Também irá promover e acolher exposições temporárias nacionais e internacionais de manifesto interesse ao entendimento da diversidade cultural europeia”. A zona histórica da cidade propriamente dita centra-se no Rossio e no Largo de Camões que foram alvo de uma intervenção recente. Próximo do Largo de Camões encontra-se uma ampla clareira relvada, ao longo das margens do Rio Cáster: o futuro Parque Urbano do Vale do Cáster.
Presença de exemplares notáveis de Platanus orientalis var. acerifolia, Populus nigra e Eucalyptus saligna. Regeneração do carvalhal (Quercus robur) e sobreiral (Quercus suber), bem como a consolidação da galeria ripícola (Populus nigra, Salix babylonica, Sambucus nigra, Alnus glutinosa). Pontuações de diversas espécies autóctones e exóticas – Araucaria heterophylla, Grevillea robusta, Castanea sativa, Ácer pseudoplatanus, Fraxinus angustifolia, Pinus sp., Cedrus sp., Prunus laurocerasus, Trachicarpus fortunei, Phoenix canariensis, Corylus avellana, Crataegus monogyna, Ruscus aculeatus, Laurus nobilis, Camellia japonica, Magnolia grandiflora, Ficus carica, Eriobotrya japonica, Buxus sempervirens, Aesculus hippocastanum, Tilia tomentosa, Quercus palustris, Robinia pseudoacacia, Arbutus unedo, Olea europaea, Pittosporum tobira, entre outras.
Castelo de Santa Maria da Feira (Séculos XI / XII / XIII / XIV / XV / XVI [castelo] / XVII [castelo, capela]): Classificado Monumento Nacional (MN) pelo Decreto 16-06-1910, DG 136, 23-06-1910 e possui uma Zona Especial de Protecção estabelecida pelo DG (II Série), n.º 195, de 22-08-1946. O Castelo de Santa Maria da Feira constitui uma “Obra emblemática da arquitectura medieval portuguesa de tipo militar, o Castelo de Santa Maria da Feira é um dos nossos monumentos que melhor reflecte a diversidade de meios de defesa utilizados durante a Idade Média, tendo sido fundamental em todo o processo de Reconquista e de autonomia do Condado Portucalense. Está localizado no cabeço do monte e apresenta vestígios de uma ocupação pré-romana, atribuíveis ao período Castrejo e Romano do século IV-III a. C. Nas reconstruções da década de trinta do séc. XX, foram encontradas duas aras votivas romanas dedicadas a uma divindade indígena Bandevelugo toiareco. A primitiva fortificação, datada dos inícios da Idade Média, seria apenas um pequeno fortim de planta quadrangular com torreões, correspondendo sensivelmente ao espaço da actual alcáçova ou torre de menagem. Era esta uma terra de fronteira entre cristãos e muçulmanos e tinha como sede militar e administrativa o castelo e o burgo da Feira. O papel deste território terá sido decisivo tanto nas acções militares que culminaram na tomada de Coimbra, em 1064, como na revolta contra D. Teresa e no apoio da causa independentista de D. Afonso Henriques. Após 1448, o Castelo é entregue ao senhor da Terra de Santa Maria, Fernão Pereira, que então empreendeu algumas obras de reparação e reconstrução, transformando-o numa residência apalaçada, com a alcáçova, - torre de managem -, rematada com quatro torres em coruchéus cónicos e como novidade de reforço defensivo a adaptação às novas técnicas da balística, a cerca avançada a norte da alcáçova, a construção da Casamata e da zona da Barbacã na entrada principal. Junto à barbacã foi adossada em 1656, uma capela de planta octogonal, de estilo barroco.” A nascente, encontra-se a torre do poço, mais pequena, com um poço e escadaria interior de acesso. Na posse da família Pereira, os Condes da Feira, o Castelo foi sofrendo algumas obras de conservação e remodelação, não perdendo no entanto o seu carácter medieval inicial. Morrendo o último conde da Feira, em 1700, os bens da Casa da Feira passam para o património da Casa do Infantado em posse de D. Francisco, irmão de D. João V. Em 1722, o castelo sofre um violento incêndio que marcou o início do seu longo declínio e ruína. Tendo a municipalidade iniciado as obras da sua reconstrução em 1887, foi, contudo, com a visita de D. Manuel II, em 1908, bem como com a criação, no ano seguinte, de uma Comissão de Protecção e de Conservação do Castelo, que se realizaram grandes obras de reconstrução. Em relação à sua arquitectura, o Castelo de planta oval irregular, ladeado por muralhas, com adarve, são rematadas em parapeito ameado composto por ameias de corpo largo, rasgadas por seteiras cruciformes e troneiras, e abertas com esbarro para o exterior. Chegando à praça de armas o acesso à alcáçova, de planta quadrangular é feita por uma porta de configuração em arco ultrapassado, de inspiração islâmica, como se percebe pela forma das suas aduelas. Esta característica levou o Prof. Dr. Ferreira de Almeida a denominá-lo como sendo o castelo mais árabe do centro e norte do país. A alcáçova, reforçada por torreões nos cunhais, tem a entrada protegida por um balcão de mata-cães, é constituída por três pisos com cobertura em abóbada de berço seccionada em quatro tramos por arcos torais assentes em mísulas. Os torreões rematam em coruchéus cónicos cantonados por pequenos cones. A capela, de planta hexagonal, anexa a casa do capelão em forma de rectângulo com porta rectangular excêntrica e três frestas correspondendo a três vãos rectangulares superiores com sacada, correndo entablamento superior ritmado por mísulas enquadrando os vãos e ao cimo sineira no enfiamento do portal rectangular. Capela com portal axial constituído por pilastras misuladas, empena pronunciada e remate superior com frontão semicircular interrompido, albergando óculo hexagonal interino. Marco arquitectónico liso marcado por pilastras nos cunhais e cimalha de verga recta com pináculos angulares, e cobertura em seis panos com pináculo no vértice. Interior de plano centrado com abertura de cinco arcos de volta perfeita, exceptuando o da entrada, albergando retábulo central e dois laterais. Púlpito de base hexagonal e anteparos de balaústres em madeira. Cobertura em sectores cilíndricos com remate central com florão.” Quinta do Castelo: “A propriedade é composta por mata, diversas zonas de fresco, com grutas artifíciais e pontes. O antigo palacete, actualmente em ruínas, o antigo celeiro, actualmente infantário, o edifício do Inatel, construído no antigo pomar de macieiras, a Sede dos Escuteiros, são algumas das estruturas construídas na antiga área de cultivo e exploração frutícola.” Conjunto constituído pela Igreja e Convento dos Lóios incluindo a escadaria monumental (século XVI / XVII): Em vias de classificação, com despacho de abertura de 28/03/2003, do Vice-Presidente do IPPAR. “Pertencente à Congregação portuguesa fundada no século XV, dos Cónegos Seculares de São João Evangelista, é também conhecida por Lóios ou Cónegos Azuis. Após a extinção das Ordens religiosas após 1834, o Convento foi entregue à Câmara Municipal, tendo aí sido instalados as repartições administrativas do Concelho. Em 1878, foi inaugurado o Teatro D. Fernando II na ala sul do edifício, correspondente ao antigo refeitório dos frades. Nos anos quarenta do século XX, o Convento sofreu grandes alterações de forma a adaptar o espaço a Tribunal Judicial e Conservatórias, que, acabariam, na década de noventa do séc. XX, foram transferidos para um edifício de raiz. Em 1992, o Museu Municipal ” é desagragado da Biblioteca e á instalado no devoluto Convento que entre 2006 e 2008 é remodelado e o edifício é adaptado para a nova funcionalidade que acolhe: o Museu Convento dos Lóios. A Igreja Matriz é de “Planta em cruz latina, de nave única e capela-mor rectangular, articulado com o corpo rectangular que compõe o edifício conventual, à direita. Massas diferenciadas e coberturas em telhados de duas águas (nave e transepto) e de quatro águas (convento). Frontaria tratada em pano central composto de forma retabular, com dois registos arquitectónicos horizontais e frontão triangular, incorpora duas torres sineiras paralelepipédicas laterais com revestimento em azulejo de padrão, destacando-se relógios insertos em cartelas. A fachada retabular central onde se rasgam um portal central de remate triangular e janelão rectangular superior, ergue-se em dois registos, de triplas pilastras de cada lado, desenvolvendo o jónico ao qual se sobrepõe o toscano com remates que sobrepassam a empena do frontão triangular com nicho central em alto-relevo, fogaréus e cruz de dupla haste assente em base em forma de mitra. Edifício conventual com fachadas exteriores desornamentadas com vãos revestidos de cantaria, elevando-se em dois pisos. No INTERIOR com coro-alto assente em arco abatido, capelas colaterais comunicantes rasgadas em arcos de volta perfeita, largo transepto e capela-mor emoldurada por arco cruzeiro arquivoltado. Nos alçados, entre a arcaria lateral, cravam-se nichos com frontões triangulares abrigando estatuária e janelões rectangulares cegos, enquanto retábulos de talha dourada se espalham pelas capelas laterais, transepto e capela-mor. Entablamento toscano corrido e pouco pronunciado sustenta abóbada de berço da nave, dividida em caixotões, interceptada no transepto por abóbada de arestas e capela-mor com abóbada de berço composta por três tramos e nove caixotões com molduras decorativas de formas geométricas. O Claustro de dois pisos, demarcado por pilastras colossais toscanas, sendo o piso térreo constituído por sistema arquivoltado e o superior, composto por vãos rectangulares com sacada suportada por mísulas. No centro da quadra, um chafariz com taça circular quadrilobada e tanque único. As paredes do claustro apresentam lambril de azulejos de padrão.” Festa das Fogaceiras (realizada a 20 de Janeiro): “Teve origem num voto ao mártir S. Sebastião numa altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado fogaça. S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira. No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Castelo e seguia até à Igreja do Espírito Santo (Lóios), onde as fogaças eram benzidas, divididas em pedaços e repartidas pela população. A Festa das Fogaceiras, que constitui uma referência histórica, cultural e religiosa da Terra de Santa Maria, chegou até aos nossos dias a tradição de, pela manhã, sair da Câmara Municipal o cortejo cívico que integra as meninas “fogaceiras” que levam as fogaças à cabeça, as autoridades políticas, administrativas, judiciais, militares e personalidades de relevo na vida municipal, indo até à Igreja Matriz onde se realiza missa solene com sermão, precedida da bênção das fogaças. Pela tarde realiza-se a procissão festiva que percorre as ruas do centro histórico regressando novamente à Igreja. A procissão congrega símbolos religiosos, com destaque para o mártir S. Sebastião, bem como uma representação civil, com símbolos autárquicos, económicos, sociais e culturais de cada uma das 31 freguesias do concelho, numa curiosa mistura entre o profano e o religioso. No cortejo e procissão as atenções recaem, naturalmente, sobre as fogaceiras, segundo a tradição “crianças impúberes”, provenientes de todo o concelho, vestidas e calçadas de branco, cintadas com faixas coloridas, que levam à cabeça as fogaças do voto, coroadas de papel de prata de diferentes cores, recortado com perfis do castelo. Inicialmente, as “fogaças do voto” eram distribuídas pela população em geral, depois pelos pobres e mais tarde pelos presos, pobres e personalidades concelhias, em fatias chamadas “mandados”. Actualmente, são entregues às autoridades religiosas, políticas e militares que têm jurisdição sobre o município de Santa Maria da Feira.” Viagem Medieval em Terra de Santa Maria: “a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria atrai, todos os anos, mais de 500 mil visitantes, que vêm à procura de um tempo recuado e de criação de momentos de um quotidiano medieval. Organizado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e pela Federação das Colectividades, o evento tem a nota de ser realizado na sua maioria pelas associações do Concelho. Santa Maria da Feira revive durante dez longos dias, momentos de lazer, preenchidos pelo bulício dos mercadores, dos artesãos e das regateiras da feira, pelo labor dos artífices, pela arrogância dos cavaleiros que mostram a sua audácia em intensos combates, disputados em justas e torneiros, pela alegoria de personagens que vagueiam, pelo espírito de alegria que invade todo o burgo com sons e fantasias musicais que deslumbram e encantam todos aqueles que nela participam e visitam.” Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua (Mês de Maio): “A organização deste evento resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e o Festival Sete Sóis Sete Luas, projecto de descentralização cultural premiado pela União Europeia, sedeado em Itália, e que aposta na descoberta das culturas do Sul da Europa e na dinamização de novas formas de cooperação institucional e intercâmbio artístico. Pretende-se com este projecto desenvolver, de forma inovadora e pioneira, as artes do espectáculo, através da realização de um evento cultural de carácter internacional, único no nosso país, no domínio da arte performativa, nomeadamente teatro de rua, e da formação, através da realização de workshops, e que contribua para a valorização e animação do património histórico e para a promoção de um maior equilíbrio espacial no acesso à cultura. O Imaginarius tem três eixos de acção: - a animação e teatro de rua, com espectáculos de entrada gratuita, no centro histórico de Santa Maria da Feira, apresentados por companhias nacionais e internacionais, de pequena, média e grande dimensão. Este conjunto de espectáculos tem o objectivo de promover a democratização no acesso aos bens culturais, na medida em que contribui grandemente para a sensibilização das artes e para a participação do público em geral; - a realização de workshops, dirigidos a grupos profissionais e amadores de teatro e grupos informais de jovens do concelho, da região e do país interessados em “experimentar” as diversas técnicas do teatro de rua; - a realização de exposições complementares ao projecto e cuja temática esteja intimamente associada ao teatro.”
A1, saída Feira – N227, Rua António Castro Corte Real, Alameda Dr. Roberto Vaz Oliveira.



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