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PARQUE DA PONTE DO CARRO

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O Parque da Ponte do Carro foi criado sobre um troço encaixado do vale do rio Leça, ocupando sobretudo a margem direita e a sua encosta. Sobre a margem esquerda numa plataforma elevada, assente num grande muro de cantaria de granito passa a linha de caminho-de-ferro (Porto de Leixões/Ermesinde). O Parque foi construído numa zona de terreno bastante acidentado de afloramentos graníticos, essencialmente florestal, na envolvente da ponte medieval sobre o Rio Leça, que está classificada como Imóvel de Interesse Público. É constituído por um conjunto de pequenas plataformas interligadas por percursos pedonais. Os percursos ao longo do rio são acompanhados de espaços relvados, equipados com mesas, bancos e equipamentos de diversão infantil. O núcleo edificado aqui existente revela uma forte associação à vida ribeirinha, existindo nomeadamente moinhos. Este parque tem também uma ligação íntima com Quinta de Santa Cruz do Bispo, assim como ao Monte de São Brás.
Do caminho que conduz até ao parque avistam-se campos agrícolas e um magnífico carvalhal de Quercus robur, de árvores centenárias. O caminho é ladeado por vários castanheiros-da-índia (Aesculus hippocastanum), árvore robusta, com grande copa. Em ambas as encostas pode-se observar a presença do eucalipto (Eucalyptus globulus), mimosas e austrálias (Acacia dealbata e Acacia melanoxylon). Surgem, também, alguns pinheiros-bravos (Pinus pinaster) e carvalho-alvarinho (Quercus robur). Ao longo das margens, foram feitos passeios donde é possível contemplar várias espécies de plantas como o padreiro (Acer pseudoplatanus), diferentes espécies de carvalhos (Quercus robur e Quercus rubra), laranjeiras (Citrus sinensis), sabugueiros (Sambucus nigra), entre outras. Mais à frente avista-se uma vegetação tipicamente ripícola que acompanha o rio Leça e que integra o chamado Corredor Verde do Leça. Aqui a vegetação é constituída essencialmente por amieiros (Alnus glutinosa) e por freixos (Fraxinus angustifolia). A montante da Ponte do Carro, junto do moinho, está presente: vegetação higronitrófila (vegetação que surge na margem de rios poluídos – habitat 3270 do Anexo I da Directiva “Habitats”), dominada por plantas herbáceas dos géneros Amaranthus, Atriplex, Bidens, Chenopodium, Polygonum, e Ranunculus; algumas árvores de frutos, como é o caso da figueira (Ficus carica), da nespereira-do-japão (Eribothrya japonica) e da laranjeira (Citrus sinensis); carvalho-alvarinho (Q. robur); e algumas espécies de mata ribeirinha, designadamente, o amieiro (Alnus glutinosaI), o ulmeiro (Ulmus procera) e o freixo (Fraxinus angustifolia), que foram repostas aquando da intervenção por parte da Câmara Municipal de Matosinhos num projecto de limpeza do rio Leça e de diversas linhas de água do concelho. Nestas margens também foram plantados alguns Acer pseodoplatanus e vários exemplares de Sambucus nigra.
Ponte do Carro - Ponte de cavalete com um amplo arco de volta perfeita. As aduelas apresenta diferentes tamanhos mas tendem para ser mais largas do que compridas e de extradorso irregular. Os encontros têm faces de alvenaria de granito muito irregular. As guardas são de cantaria de granito e o pavimento de lajes irregulares de granito. Moinho da Ponte do Carro. Núcleo edificado.
Av. Arquitecto Fernando Távora – Travessa de Gonçalves Zarco – Rua da Ponte do Carro.



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